segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Day 4 - Alcatraz

O dia começou cedo novamente. O passeio para Alcatraz saia às 9:30, mas tinha que estar no Pier 33 às 9:00 para embarcar no barco que leva a ilha. Apesar de ter acordado às 7:30 acabei saindo correndo para o passeio, sem tomar café da manhã. Gastei um tempo no Hostel configurando algumas coisas na câmera nova antes de levar ela para a rua pela primeira vez. Peguei o Trolley (bondinho elétrico) e fui para o Pier. Cheguei lá por volta das 9:00. Felizmente no local tinha uma loja que vendia café da manhã. A embarcação saiu no horário previsto para a famosa ilha de Alcatraz. Diferentemente do dia anterior, existia uma neblina muito forte que estava encobrindo parte da baía de São Francisco. A chegada na ilha ofereceu uma bla vista da Golden Gate, parcialmente encoberta pela neblina. 

Alcatraz é mundialmente conhecida por ter abrigado alguns dos prisioneiros mais notórios da história. Entretanto, o lugar apresenta uma antiga história tendo a ilha servido primariamente como um forte militar. Apesar de ter uma vasta história, o tour na ilha de Alcatraz é focado no período em que a ilha funcionou como cadeia. 

Descrevo o tour na ilha, como algo indispensável a quem visita São Francisco. A despeito da energia do lugar, este é um passeio fascinante. O ponto forte da visita é o Audio Tour que ocorre no prédio onde ficavam as celas e dura cerca de 45 minutos. O legal é que eles disponibilizam o tour na língua portuguesa do Brasil. 

Foi fantástico percorrer aqueles corredores escutando a história sobre os eventos mais importantes que ocorreram na ilha e o local exato onde eles ocorreram. O ponto mais forte foi quando passei em frente a cela 402. Neste momento, você escuta sobre como ocorreu a frustrada tentativa de fuga de 1946, que terminou em rebelião. Neste momento, você escuta como foram executado o oficial William Millir e seu colega, exatamente naquela cela. Até mesmo eu que estou acostumado a ver cenas de extrema violência devido ao meu trabalho, achei marcante aquele momento. O mais sinistro foi saber como a rebelião foi contida. Ao invés de invadir o presídio, a Marinha dos EUA foi acionada. Os fuzileiros jogaram granadas pelo teto do presídio matando todos os prisioneiros que haviam se rebelado. Até hoje é possível ver as marcas das granadas no chão do presídio. 

Fora esta história da rebelião, também escutamos sobre a elaborada tentativa de fuga de Frank Morris e dos irmãos Anglin. Eles nunca foram achados e presumiu-se que morreram afogados. Para ser honesto, eu mal aguentava ficar do lado de fora do presídio com o frio que fazia.... Acho que pouco provável que alguém conseguisse nadar pela baía de São Francisco com uma água gelada e correntes extremamente fortes. Também escutei história sobre os prisioneiros notórios com Al Capone. Enfim, um passeio muito legal!

Agora, Alcatraz é um lugar pequeno, um presídio bem simples. Sua maior glória esta nos prisioneiros que foram abrigados ali e não nas instalações em si. O curioso, é que os guardas moravam na ilha com suas famílias, que eram abrigadas em instalações distantes poucos metros do prédio com as celas. 

Saí da ilha por volta das 14:00. Depois de sentar e descansar um pouco no Pier 33, decidi ir visitar a Academia de Ciências da Califórnia, localizada no parque Golden Gate. Depois de apanhar um pouco com as linhas de ônibus no dia anterior, já estava conseguindo me orientar bem na cidade. Peguei sem erro a linha 5 que leva ao parque. No trajeto, nosso ônibus foi invadido por um bêbado e o motorista se recusou a seguir com ele. Tivemos todos que descer e trocar de ônibus. 

Cheguei no parque por volta das 16:00, e sabia que a academia fechava às 17:00. Acabei decidindo deixar o passeio para o dia seguinte, porque teria que ver tudo correndo e não valeria a pena. O parque Golden Gate é um lugar espetacular e muito grande. Saí andando sem rumo e fui parar em um lugar fascinante, o jardim Japonês. O lugar é realmente espetacular e recomendo fortemente a quem for visitar SF. Dentro do parque, conheci duas Brasileiras que estavam visitando São Francisco também. Apesar de não estar tendo problema algum com meu inglês, nada como conversas em seu idioma nativo. Na saída do parque, conheci    mais uma Brasileira, a Alessandra, que estava viajando com sua mãe. Foi bem legal. 

Estava exausto e apenas com um medíocre café da manhã na barrica desde o começo do dia. Sai rodando e fui parar em um restaurante chamado Maison Café. Lugar muito bom, com preços um pouco melhor do que o Fisherman´s Wharf. Comi um file de Salmão ao molho de limão. Muito bom. Depois, retornei ao Hostel onde combinei com um Brasileiro que conheci aqui, o Leonardo, de visitar a academia de ciência no dia seguinte. 





Casa dos Geradores









Espaço reservado para Família dos guardas

Festival de Patins no Parque



















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